Na última quinta-feira (12), a Fundação de Apoio da UFMG (Fundep) reuniu a coordenação técnica, pesquisadores e representantes de empresas, em Campinas (SP), para juntos realizar o Workshop In Lab, evento da Linha V – Biocombustíveis, Segurança e Propulsão Veicular, do programa Mover.
Além de dar transparência aos resultados do 1º Ciclo de atividades, que ficou vigente entre os anos de 2019 e 2024, a Fundep e a coordenação técnica, composta pelos professores e pesquisadores Tárcio Barros e Ludmila Silva (Unicamp), Mona Lisa Moura (UECE) e Ronaldo Gonçalves (FEI), detalharam os próximos passos acordados com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio dos Termos de Referência firmados para o 2º Ciclo de atividades (2024-2029).
Representaram a Fundep durante o evento: a gerente de programas, Ana Eliza Braga, o coordenador de programas, Arthur Silva, e a analista de programas, Janaína Silva.
Entre os destaques para os próximos anos, estão os investimentos em Chamadas Públicas de Nucleação para criar grupos de pesquisa integrada, e Encomendas Tecnológicas, em que os pesquisadores podem submeter uma proposta de solução para problemas reais levantados pela indústria. Além disso, estão previstos a seleção de projetos estruturantes, chamada de impulsionamento de projetos já desenvolvidos por meio do programa prioritário coordenado pela Fundep, formação técnica para a indústria e integração de iniciativas.
Caminho para convergência

Um dos focos do In Lab foi promover um espaço de troca entre pesquisadores e empresas para fomentar o desenvolvimento de ideias, especialmente aquelas que tenham potencial de conectar diferentes equipes de pesquisa.
Os participantes foram separados em grupos temáticos nas áreas de Veículos Pesados, Produção Embarcada, Avaliação de Combustível, Tração Elétrica, Armazenamento de Energia (Baterias), Carregadores e Infraestrutura, Sistema ADAS e Controle de Estabilidade.
Em duas rodadas, realizadas em mesas temáticas diferentes, eles precisaram desenvolver uma ideia que tivesse uma justificativa baseada nas demandas do mercado, além de um descritivo dos objetivos e o que será feito para alcançá-los.
O professor e pesquisador da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Armando Laganá, conta que o evento trouxe boas notícias para os pesquisadores das áreas afins. “A última chamada de PD&I, que trazia critérios que permitiam nossa participação, ocorreu há cerca de dois anos. Agora, com a nova proposta apresentada pela Fundep, vemos um avanço significativo. As chamadas de Nucleação e de Impulsionamento nos dão fôlego e oportunidade para criar algo maior e ainda mais estruturado a partir de esforços coletivos”, comenta.
O pesquisador reforça que ter tipos distintos projetos em andamento é o ideal para ter diferentes produtos de pesquisa. “Quando temos uma Chamada Pública muito aberta, temos uma perda de objetividade, especialmente para projetos de maior porte. Projetos menores, por outro lado, dão margem à experimentação e a novas ideias. E esse equilíbrio, que vemos no planejamento do 2º Ciclo, é fundamental”, explica.
Laganá se mostra otimista em relação ao futuro do Programa Prioritário. “O evento foi uma excelente oportunidade de troca e de alinhamento sobre os rumos que estão sendo propostos para a Linha V. O planejamento apresentado está muito bem estruturado e demonstra uma preocupação real com a efetividade dos projetos. Já tivemos resultados excelentes, especialmente na área de motores, onde temos grupos experientes e consolidados. Com os ajustes propostos, o programa tem tudo para se tornar ainda mais estratégico para o desenvolvimento tecnológico do país”, completa.
Sobre a Linha V – Biocombustíveis, Segurança Veicular e Propulsão Alternativa à Combustão
A Linha V – Biocombustíveis, Segurança Veicular e Propulsão Alternativa à Combustão, do programa Mover, tem como diretriz a eletrificação do powertrain veicular para a alta eficiência energética, a utilização de biocombustíveis para a geração de energia e a adequação do contexto brasileiro de infraestrutura de abastecimento.
A partir da aliança entre os principais atores que concentram o conhecimento do setor (empresas, entidades representativas e Instituições de Ciência e Tecnologia – ICTs), serão habilitadas as competências necessárias para capacitar a cadeia automotiva.
Liderada pela Fundep, a Linha V tem coordenação técnica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).
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